Meu Rincão

Minha terra não é de todos;
Apenas de quem a ama!
Minha terra não tem tudo;
Apenas o essencial!
Minha terra não tem pressa;
Mas, às vezes, corre!
Minha terra não é grande;
Apenas suficiente!
Minha terra é rica:
Cultura, vanguarda, tradição...
Minha terra perfeita? É, não!
É quase humana, mãe!
É mutante:
Cinzenta , estorricada,
De repente, verde, encharcada!
É sensível, persistente, alegre...
Minha terra enche-me de saudade
Sua água revigora-me
É renovação!
São, do Sabugi,
João.

PR_SJS

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Ponta do Iceberg...




O governo DILMA, não negocia, não debate, não recua... MANDA, ordena, impera!!!

No afã POPULISTA, apresenta um único lado da "moeda" à população...

Há bons e maus profissionais em TODAS as áreas, em TODOS os países...

Um BRASILEIRO NÃO pode chegar em Portugal, EUA, Argentina, Cuba ou qualquer outro país e exercer sua profissão (seja qual for a sua formação) sem ANTES comprovar para as autoridades daqueles países que, de fato, está apto a atuar!

Nosso governo ESCANCAROU nosso território para quem quiser vir "cuidar" da saúde dos ELEITORES, mas NÃO da saúde de nossos amáveis e queridos POLÍTICOS, os quais JAMAIS ABDICARÃO do padrão SÍRIO-LIBANÊS ou ALBERT EINSTEIN!!!

Próxima semana chegará a primeira leve de 400 cubanos a serem EXPLORADOS como forma de legalizar remessas monetárias aos irmãos Castro; uma vez que 100% dos "salários" serão pagos àquele governo insular (400 x R$ 10.000,00 = R$ 4 MILHÕES/mês evadidos do Brasil). Será Raul Castro quem DETERMINARÁ o valor da "bolsa" a que cada médico cubano terá direito!

Mas a "Persona Non Grata" dos CRM's, o Min. Alexandre Padilha, pretende trazer um total de 4.000 médicos cubanos para atuarem em condições de trabalho análogas à escravidão, o que levará a uma evasão "OFICIAL" de divisas nacionais da ordem de R$ 40 MILHÕES/mês (= 4.000 x R$ 10.000,00).

CONDIÇÕES DE TRABALHO ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO é uma expressão forte?
Então vejamos...
1.       SEM salário, pois sua remuneração NÃO será paga ao trabalhador, mas ao governo cubano;
2.       NÃO poderão trabalhar onde quiserem, nem mudar de local de trabalho por desejo próprio, ficarão cerceados ao posto de saúde pré-determinado pelo Governo Dilma;
3.       Estarão submetidos a condições longe do ideal para a prestação da assistência médica aos pacientes (as mesmas a que os médicos brasileiros também estão);
4.       Receberão alimentação e moradia através das prefeituras locais.
DEFINIÇÃO de Trabalho Escravo Contemporâneo: é o trabalho forçado que envolve restrições à liberdade do trabalhador. O trabalhador é obrigado a prestar um serviço, sem receber um pagamento ou recebem um valor insuficiente para suas necessidades e as relações de trabalho costumam ser ilegais. Diante destas condições, as pessoas não conseguem se desvincular do trabalho. A maioria é forçada a trabalhar para quitar dívidas, muitas vezes contraída por um ancestral.

Por quê Dilma, Lula, Sarney e os políticos em geral, nunca se tratam pelo SUS?
Será o SUS destinado, exclusivamente, aos ELEITORES?

Pense nisso e, quando precisar de prestação de serviços públicos de assistência à saúde, vá ao Estádio Padrão FIFA mais próximo, afinal, foi lá que Lula e Dilma preferiram investir!!!


sábado, 1 de dezembro de 2012

AIDS...






Os novos rostos da epidemia de aids

Vírus HIV volta a ameaçar jovens gays, sem excluir mulheres e idosos: “camisinha é usada só para evitar gravidez”, diz universitário homossexual infectado aos 20 anos

Fernanda Aranda , iG São Paulo | 
Bernardo é homossexual, universitário, tem 20 anos, namora firme e é fã de música eletrônica. O manto do anonimato sobre a verdadeira identidade, no entanto, ele vestiu depois de não usar camisinha no relacionamento fixo.
O jovem entrou para os números da aids no Brasil em 2012 e personifica o rosto da epidemia brasileira desenhado a partir dos registros mais recentes. No País, segundo balanço provisório do Ministério da Saúde, é crescente a parcela de homossexuais com menos de 24 anos contaminados pelo vírus HIV .
“Há 10 anos, os homens jovens que fazem sexo com homens representavam 40% dos novos registros em menores de 24 anos. Hoje, os gays já são metade destes novos casos, de acordo com nossas informações, ainda provisórias”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Oficialmente, pelos dados já tabulados, as relações homossexuais e bissexuais representam 32,2% das formas de contaminação masculinas em qualquer idade.
A maior participação dos homossexuais nos números repete o início da epidemia nacional, nos anos 1980, quando os gays eram o alvo principal das infecção, que destruía o organismo e condenava os soropositivos a uma curta sobrevivência – no máximo 2 anos.
Neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids, os especialistas comemoram os avanços na medicina que ampliaram a sobrevivência dos infectados e sabem que associar a doença à homossexualidade é errada, preconceituosa e fadada ao fracasso.
A própria história da aids confirma isso. Há 30 anos, no início do contágio pelo vírus HIV, a doença chegou a ser chamada de "peste gay" e deu falsa a sensação de imunidade aos homens heterossexuais e às mulheres. A ideia, no entanto, caiu por terra em menos de três anos. Os homens que fazem sexo com mulheres foram somados aos 34,2 milhões de habitantes do planeta que hoje vivem com o vírus HIV e, no Brasil, 48% dos pacientes do sexo masculino contraíram a doença em relações heterossexuais desprotegidas.
“Deste total de 34 milhões com aids no mundo, 47% são do sexo feminino e na África, 65% dos casos são em mulheres”, ressalta Pedro Chequer, coordenador da Unaids no Brasil, entidade das Nações Unidas que trata da aids.
O consenso entre os estudiosos é de que o retorno dos homossexuais para o epicentro da aids não significa que os outros grupos possam ser excluídos das campanhas preventivas. Porém, é consenso também que os jovens gays precisam de atenção especial nas divulgações preventivas que reforçam a importância de não negligenciar o preservativo.
“Meus amigos heteros dizem que usam camisinha, mas a única preocupação é com a gravidez fora de hora. Como entre os gays não há possibilidade de gestação, o preservativo fica de lado. É um erro enorme e eu acho que nunca vou me perdoar por ter cometido esta falha”, diz Bernardo que foi contaminado pelo namorado, em uma relação estável e que o deixou “perigosamente confortável” para abandonar a prevenção.
O companheiro também descobriu ser soropositivo quase de forma simultânea à revelação de Bernardo. Juntos, eles precisaram superar o "autopreconceito" e as novas demandas no relacionamento impostas pela doença.
Múltiplas faces:
Veja quem está vulnerável ao HIV
Estão vulneráveis ao HIV metade dos brasileiros que admitem transar sem camisinha logo na primeira vez com o parceiro. Foto: Getty Images
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“Esta geração não perdeu ídolos para a aids”, sentenciou Padilha, tentando desvendar os motivos para metade dos jovens brasileiros admitir que não usa camisinha logo na primeira relação sexual, independentemente do sexo do parceiro.
Eles nasceram em uma época em que as feridas da aids foram cicatrizadas com a criação de medicamentos eficazes, que permitem vida praticamente normal aos portadores. Cresceram em meio aos estudos científicos que apontam como realidade possível uma vacina preventiva da doença .
Mas também são estes fatores, já alertou a fundadora do Instituto Cultural Barong, Marta McBritton – ela organiza caravanas pelo Brasil todo para distribuir camisinhas e explicar como usá-las – que deixaram o perfil da aids multifacetado.
Jovens gays dividem espaço nos registros com idosos que passaram a usar medicamentos para a disfunção erétil, voltaram à vida sexual ativa, mas temem que o preservativo ameace a potência sexual. Também dão rosto aos casos nacionais as mulheres com mais de 60 anos, que contraíram aids do marido, mas nem desconfiam estarem infectadas.
O governo federal também alerta para as meninas com menos de 20 anos, mais numerosas na aids, fazendo com que a faixa etária seja a única em que a proporção de infectadas é maior do que a de infectados: 1,4 casos entre elas para 1 caso entre eles (no restante do recorte etário a incidência é inversa, sendo os homens maioria).
Mais recentemente, usuários de crack – que somam 1,2 milhão no País – também ingressaram para o grupo de vulneráveis ao HIV.
“Os usuários de droga ainda representam quase 20% do total de formas de transmissão”, alertou Chequer.
“Já sabemos que não apenas os dependentes de drogas injetáveis (que compartilham seringas) correm risco. As nações já estão preocupadas com os que usam crack, já que a droga (fumada em cachimbo) favorece o comportamento sexual de risco.”
Costurados pelo preconceito
A linha que costura todos estes rostos à epidemia de aids, avalia Bernardo, é o preconceito. “Eu mesmo só atestei o quanto era preconceituoso depois que descobri ser soropositivo”, diz ele, sem reservas.
Divulgação
A mão de Bernardo, soropositivo, fazendo coração com a mão do namorado. Ambos têm menos de 25 anos e descobriram juntos serem portadores do vírus HIV
“Sou estudante da área da saúde mas, assim como muita gente, acreditava que aids só era problema dos promíscuos, dos baderneiros ou dos miseráveis. Fiz o teste da aids tendo certeza que o resultado era negativo. Quando o ‘positivo’ apareceu senti nojo de mim. Era raiva, culpa e medo. Medo de que me olhassem como eu olhava para quem tem HIV.”
São 11 meses vivendo com HIV, em um sigilo absoluto, com medo do julgamento alheio, o que justifica a opção de manter a doença em segredo para pais, irmão e amigos mais próximos.
“Pensei em suicídio, virei um nada. Daí descobri que a vida com o HIV pode ser mais leve e fiz um site para ajudar e desabafar com as pessoas, inúmeras, em situação parecida com a minha, osoropositivonet ".
"A minha vida está mais calma, tenho muitos planos. O HIV acabou me unindo ainda mais ao meu namorado. Mas não é nada bom ter o vírus. O melhor é usar camisinha”, diz Bernardo, esperando que a mensagem chegue aos homossexuais, heterossexuais, jovens, idosos, meninos, meninas e aos 135 mil brasileiros que têm aids e nem imaginam ser portadores do vírus .




FONTE: Escrito por Fernanda Aranda , iG São Paulo | , acessado em 01/12/2012, às 21h10min.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Como funcionam os coletes à prova de balas...


Os coletes à prova de balas que protegem os policiais?

Com diferentes níveis de proteção, equipamento usado por agentes de UPP no Rio não foi capaz de proteger policial contra armamento pesado usado por bandidos



Uma policial militar foi morta na noite da segunda-feira (23) após o ataque de traficantes à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela Nova Brasília, que faz parte do Complexo do Alemão. Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, usava um colete à prova de balas, mas o projétil de um fuzil 762 atravessou a proteção. Os coletes são fabricados para oferecer diferentes níveis de segurança e o modelo utilizado pelos policiais das UPPs não resiste a tiros de grosso calibre.
Para proteger os agentes dos disparos de arma de fogo, das armas brancas, como facas, e dos fragmentos de explosivos, os coletes balísticos são fabricados usando desde fibras ultra resistentes até placas de aço ou titânio. Quanto maior a proteção, o colete se torna mais pesado e, em alguns casos, limita os movimentos do agente.
Em geral, as polícias utilizam proteções leves, que permitem maior mobilidade, mas não oferecem proteção a armamentos pesados, como o fuzil que matou Fabiana. Após a primeira morte de um policial em área de UPP, o coronel Rogério Seabra, coordenador das unidades no Rio, afirmou que os equipamentos são adequados. Coletes resistentes a tiros de fuzil seriam usado apenas por forças táticas em situações específicas.
Veja mais informações sobre como são produzidos esses equipamentos de segurança:



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Educação Política...



"Lei dos Bispos" é 2º tema da série do iG sobre educação política

A lei de iniciativa popular pune a compra de votos nas eleições e já condenou mais de 700 políticos desde 1999. Assista




O iG apresenta nesta quarta-feira (25) o segundo episódio da série sobre educação política, que reúne ao todo oito programas dentro da cobertura especial das eleições municipais 2012. O tema desta vez é a “Lei dos Bispos”, que pune a compra de votos.
Segundo o cientista político Humberto Dantas, a lei de iniciativa popular já puniu mais de 700 políticos desde sua entrada em vigor, em 1999.
No episódio de estreia, Dantas explicou a importância da Lei da Ficha Limpa para coibir abusos de maus políticos.
Outros temas abordados da série são marketing político, votos brancos e nulos, o dia da votação, como acompanhar o que pensa e o que faz seu candidato, entre outros.




FONTE: iG São Paulo |  - Acessada em 25/07/2012, às 11h20min.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dilma adquire nova aeronave



Presidência da República ganha novo helicóptero

A aeronave, com capacidade para dez passageiros e três tripulantes, tem autonomia de voo de quatros horas e trinta minutos


A Presidência da República recebeu nesta quarta-feira um novo helicóptero para transporte da presidenta Dilma Rouseff, uma aeronave EC-725, batizada de VH-36 Caracal. O helicóptero, com capacidade para dez passageiros e três tripulantes, tem autonomia de voo de quatros horas e trinta minutos. Atualmente, a presidenta voa em um helicóptero Super Puma, da mesma família do novo equipamento.
Ministério da Defesa/Divulgação
O novo helicóptero irá transportar a presidenta Dilma Rousseff
Os helicópteros serão usados para deslocamento em pontos de difícil acesso ou para locais em que aeronaves convencionais não podem operar.
Fabricado pela Helibras, o novo helicóptero da presidenta faz parte de um pacote de 50 unidades comprado pelo governo para a Presidência e para as Forças Armadas, num total de R$5,2 bilhões. O VH-36 Caracal é a quarta aeronave entregue até agora. De acordo com o Ministério da Defesa, em outubro, Exército, Marinha e Aeronáutica receberão um helicóptero cada, e em 2013, a Presidência receberá mais uma unidade.
A compra das 50 aeronaves, assinada em 2008, faz parte de uma estratégia de investimentos na indústria nacional de defesa. A Helibras, que entregou os helicópteros em parceria com a francesa Eurocopter, deverá começar a fabricar equipamentos no Brasil a partir de 2013, de acordo com o Ministério da Defesa.
O novo helicóptero foi entregue ao Grupo de Transporte Especial (GTE) e batizado em cerimônia na Base Aérea de Brasília pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

FONTE: Agência Brasil 18/07/2012 20:05:06 para o iG Política, acessado em 19/07/2012, às 10h10min.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Ditadura mora ao lado...


‘É ingenuidade pensar que tudo acabou’, diz Frei Betto sobre espiões da ditadura

Um dos principais nomes da Igreja Católica na luta contra o regime militar e ex-assessor da Presidência diz que tem certeza que o MST está entre os alvos dos militares hoje


“É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou”. A frase é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, um dos principais nomes da Igreja Católica brasileira na resistência à ditadura militar (1964-1985). Preso entre 1969 e 1974, acusado de integrar a Ação Popular ao lado do guerrilheiro Carlos Marighella, Frei Betto está convencido de que os militares ainda agem nos bastidores do Planalto espionando as mais altas autoridades do país, inclusive a Presidência da República.
Em entrevista ao iG, Frei Betto, que foi assessor especial da Presidência no primeiro governo Lula, disse ter alertado o então chefe de gabinete Gilberto Carvalho sobre a possibilidade de escutas telefônicas no Palácio do Planalto. “Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim”, afirmou.

Cristina Gallo/Fotoarena
Frei Betto, que trabalhou na Presidência, está convencido de que os militares agem nos bastidores do Planalto

iG – Como era a atuação da Igreja na proteção dos perseguidos pela repressão? Registros mostram que até bispos de direita como d. Eugênio Sales ajudavam a esconder alvos da ditadura.
Frei Betto – A minha pergunta é por que o d. Eugênio (morto no último dia 9, aos 91 anos) fez isso para estrangeiros e não fez para brasileiros? Essa é a minha pergunta.
iG – Existia uma rede de solidariedade na Igreja, uma rota de fuga com conexões no exterior?
FB – Meu trabalho principal foi organizar essa rota de fuga. Mandei umas 10 pessoas. Em geral, sequestradores do embaixador americano (Charles Elbrick). Ninguém acredita, a repressão muito menos, mas a verdade é que eu nunca fui na fronteira. No entanto, eu dominava o esquema da fronteira porque o (Carlos) Marighella tinha me passado como funcionava. Só tinha que receber as pessoas em Porto Alegre e dar a dica. Tinha duas passagens. Uma em Santana do Livramento com Rivera, no Uruguai, e outra em Passo de Los Libres, na Argentina. Então eu tinha que dar as coordenadas e passar um telegrama em código para a pessoa que ia ficar lá esperando e já sabia que alguém ia chegar lá com uma revista na mão, aquelas coisas. E passava. Alguns voltaram. Outros foram presos no Uruguai, Mas havia muita solidariedade em igrejas, conventos etc.

Cristina Gallo/Fotoarena
Preso entre 1969 e 1974, acusado de integrar a Ação Popular ao lado de Carlos Marighella

iG – Protestantes e outros grupos religiosos participavam dessa rede de solidariedade?
FB – Muito. O pastor Jamie Wright, por exemplo. O irmão dele foi assassinado, Paulo Wright, líder da AP (Ação Popular). Geralmente em Igrejas históricas como a Batista, Luterana, Presbiteriana, Metodista, judeus. Naquela época quase não existiam as neopentecostais. E todos eles divididos a exemplo da Igreja Católica.
iG – Como era lidar com os infiltrados?
FB – Era muito difícil. Quando estávamos presos no Dops, em 1969, havia lá o delegado Alcides Cintra Bueno que era chamado “delegado do culto” por ser especializado em religiões. Era um homem de formação católica meio carola, mas torturador. Como ele conhecia muito a mecânica das Igrejas era o que mais interrogava religiosos. Nós vimos frades de hábito que eram agentes dele e iam lá dar informação sobre subversão na Igreja. Além do Lenildo Tabosa que era do Jornal da Tarde, assistiu ao interrogatório do Frei Fernando e a vida inteira carregou esta cruz fazendo de tudo para negar. Mas nunca conseguiu convencer, Fernando viu.
iG – Até descobrirem a existência de infiltrados muitas pessoas caíram?
FB – Sim. Era muito difícil descobrir infiltrados. Muitos a gente detectou, mas tem gente que colaborou com a ditadura e vai morrer incólume. A não ser que tenha dado uma mancada. Tem um seminarista dominicano que a gente não sabe se ele já era colaborador quando entrou. Depois, na USP, descobriram que ele era agente da repressão. Ele sumiu do mapa durante uns cinco anos e então recebemos informação de que ele tinha sido levado para um treinamento na escola da CIA no Panamá. Quando eu saí da prisão ele reapareceu todo amiguinho dizendo que estava com saudade e falei para ele, cara a cara, “não sei se você é ou não é, mas não tenho a menor confiança em você e por favor não me apareça mais”.
iG – Essa paranoia durou até depois do fim da ditadura, não?

Cristina Gallo/Fotoarena
'Informação é poder', diz Frei Betto sobre espionagem pós-ditadura

FB – Quando saí da prisão fui morar numa favela em Vitória e fiquei lá de 1974 a 1979. Já em 1977 comecei a voltar a São Paulo para trabalhar com educação popular. Quando Fernando Henrique, Almino Afonso e Plínio de Arruda Sampaio voltaram para o Brasil eles vieram com a ideia de fundar um partido socialista. Eu, naquele momento, estava no auge da mobilização pelas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e eles me convocaram para uma reunião na casa de um jornalista, cujo nome não vou citar pois estou subjetivamente convencido que esta pessoa era da repressão mas não tenho prova. Sei que me estranhou o fato de ele ser um repórter e ter um padrão de vida tão alto. E tome vinho, tome vinho, conversamos, eles tentavam me convencer que tinham a forma, um partido socialista, e eu entrava com a massa, as CEBs. Eu respondi que ia surgir um partido de baixo para cima, isso em 1978, por intuição, e depois surgiu o PT em 1980. Marcamos outra conversa, o jornalista insistiu para que fosse novamente na casa dele e isso acabou num impasse. Até que um frade daqui, depois de muitos anos, me perguntou se eu havia participado de uma reunião na casa de fulano, com Fernando Henrique (Cardoso, ex-presidente) e Plínio (de Arruda Sampaio) etc. Perguntei como ele sabia daquilo e o frade respondeu que um general amigo dele ligado ao SNI foi quem contou. Aí caiu a ficha. Tinha muito esse tipo de coisa. Recentemente peguei no arquivo público nacional todo meu dossiê. Ele vai até 1992. E tem coisas absolutamente inverossímeis.
iG – O senhor ainda toma algum cuidado especial?
FB - Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim. Seria muita ingenuidade nossa achar que o Planalto não é espionado. É o centro, o coração do poder. Quando trabalhei no Planalto (no primeiro governo Lula) duas coisas me chamaram atenção. Primeiro que todos os garçons eram das Forças Armadas. E o garçom é a pessoa que entra no meio da reunião, que enquanto está servindo o cafezinho fica escutando tudo, fica amigo das secretárias, tem trânsito livre até na sala do presidente. Não entra o ministro, mas entra o garçom. E outra coisa foi num dia em que o Lula estava viajando, subi na sala do Gilberto Carvalho (então chefe de gabinete da Presidência) e vi um pessoal na sala do Lula cheio de equipamentos. Perguntei o que era aquilo e o Gilberto disse que era o pessoal da varredura do Exército. Eu perguntei para o Gilberto qual a garantia de que eles não tiram um equipamento de gravação e colocam outro. Gilberto disse que nunca tinha pensado nisso.
iG – Mas seriam os militares?
FB – Sim. Os militares.
iG – Com qual objetivo?
FB – O objetivo é simples. Informação é poder.
iG – O que se sabe é que existe uma grande rede de espionagem em Brasília mas por razões econômicas, chantagem etc.
FB – Os militares neste ponto são mais... é como nos EUA. A CIA não prende ninguém. Ela só trabalha com informação. Quem prende é o FBI. É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou.
iG – Os militares teriam um projeto de retomar o poder?
FB – Não. Eles têm o projeto de não serem surpreendidos e eventualmente até de manipular.
iG – Eles são movidos pelo medo?
FB – Não. É uma questão de inteligência militar mesmo.

FONTE: Escrito por  Ricardo Galhardo - iG São Paulo |  Gisele Silva, iG São Paulo

sábado, 30 de junho de 2012

Imagine NATAL na Copa 2014...

Guardada as devidas proporções e sotaques, os temas abordados (aluguéis e dimensões dos "apertamentos", transporte público, dias de chuva, ...) CAEM COMO UMA LUVA para a realidade Natalense!!!




quinta-feira, 28 de junho de 2012

Incentivo aos Profissionais da Estratégia de Saúde da Família (antigo PSF)






O governo federal lançou, em setembro do ano passado, o PROVAB, Programa de Valorização da Atenção Básica através da Portaria Interministerial 2.087/ 2011 de 02.09.2011. O objetivo é levar médicos, cirurgiões dentistas e enfermeiras para municípios que tem dificuldade de contratar estes profissionais, particularmente, em pequenos municípios da região Norte e Nordeste. Os municípios habilitáveis estão definidos na  Portaria nº 1.377/GM/MS, de 13 de junho de 2011.

No caso dos médicos serão 2.000 vagas, 1.000 para enfermeiros e 700 para cirurgiões dentistas. Os municípios devem se habilitar junto ao Ministério da Saúde e comprovar que podem garantir adequadas condições de trabalho para os profissionais (ver edital).

O programa foi aprovado na plenária da Comissão Nacional de Residência Médica pelo fato do governo incluir, como um dos atrativos do programa, para os médicos, a concessão de um bônus que poderá se utilizado para ingresso em programas de residência médica.

O programa está sendo implementado envolto em muita polêmica no seio das entidades médicas. As entidades nacionais aprovaram, por unanimidade, a iniciativa por ocasião da reunião realizada no dia 18 de agosto do ano passado, com a ressalva de que o bônus de 10% ao ano foi considerado excessivo.
Após mais discussões e pressão de todos os lados o governo concordou em restringir o programa a um ano de experiência (2012) e em fevereiro de 2013 concluir avaliação que poderá mantê-lo ou encerrá-lo. O médico que aderir neste ano não poderá renovar e terá 10% de bônus para ingresso na residência médica de acesso direto.
Em resumo o que foi aprovado ou, dito de outra maneira, o que o governo está prometendo:

1)    O Programa será experimental neste primeiro ano e será avaliado, permanentemente, por uma Comissão de Implantação e Acompanhamento onde as entidades médicas terão assento;

2)    Salários compatíveis com a região onde o município estiver integrado em valores equivalentes ao pago na Estratégia Saúde da Família;

3)    Os médicos participantes terão vínculo estável com contratação pela CLT, garantias trabalhistas e direitos sociais;

4)    Os médicos terão estabilidade e não poderão ser demitidos por motivos políticos;

5)    Adotar medidas que visem fornecer condições adequadas e dignas para o exercício profissional, conforme exigências e especificações da Política Nacional de Atenção Básica e manuais de infraestrutura e equipamentos, tais como ambientes e processos de trabalho adequados às especificidades dos serviços, fornecimento de equipamentos necessários para o desempenho das funções, segurança e higiene nos locais de trabalho, instalações sanitárias e mínimas condições de conforto para o exercício profissional;

6)    Os médicos terão supervisão presencial com preceptores ligados às universidades da região;

7)    Garantia de acesso à internet e telemedicina como apoio ao trabalho médico;

8)    Garantia de Curso de Especialização em Atenção Primária;

9)    Compromisso de abertura de 1.000 novas vagas de Residência Médica em 2012;

10) Os médicos participantes terão direito a um bônus de 10% a ser utilizado para ingresso em Programas de Residência de acesso direto como Medicina de Família e Comunidade, Clinica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral.

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) foi uma das entidades médicas que aprovou o programa após o Ministério da Saúde ter aceitado incorporar várias exigências para dar garantias de proteção ao médico e ao exercício da medicina nos municípios participantes. Vai também integrar a Comissão de Implantação e Acompanhamento. Sobre a matéria a FENAM divulgou NOTA OFICIAL esclarecendo seu posicionamento.




São João do Sabugi-RN foi contemplado pelo PROVAB.

Confira na Lista dos 950 Municípios que tiveram profissionaisselecionados no processo seletivo.


FONTE: Escrito por Waldir Cardoso, acessado em 28/06/2012, às 14h50min.